Como identificar usuários mais suscetíveis a ataques cibernéticos?
- Aline Silva | PhishX

- há 3 dias
- 5 min de leitura
Quando se fala em vulnerabilidade a ataques cibernéticos, é comum associá-la apenas ao nível de conhecimento dos colaboradores sobre segurança da informação.
No entanto, a suscetibilidade de um usuário vai muito além do que ele sabe. Fatores como o comportamento diante de situações de risco, o contexto das suas atividades, influenciam diretamente a probabilidade de um ataque.
Em outras palavras, dois colaboradores que receberam o mesmo treinamento podem apresentar níveis de risco completamente diferentes.
Por isso, compreender esses fatores é o primeiro passo para identificar quais usuários demandam maior atenção e direcionar ações mais estratégicas para reduzir o risco humano dentro da organização.
O que torna um usuário mais vulnerável aos ataques?
A vulnerabilidade de um usuário a ataques cibernéticos não pode ser avaliada apenas pelo seu nível de conhecimento sobre segurança da informação.
Embora treinamentos sejam fundamentais, saber identificar uma ameaça não garante que o colaborador tomará a decisão correta em todas as situações.
Isso porque, o comportamento diante de cenários de pressão, distração ou urgência tem um peso significativo na forma como cada pessoa reage a tentativas de phishing, engenharia social e outras ameaças.
Além disso, o contexto de trabalho também influencia diretamente esse risco., afinal profissionais que lidam diariamente com um grande volume de:
· E-mails;
· Solicitações externas;
· Informações sensíveis.
Tendem a estar mais expostos a ataques do que aqueles cujas atividades envolvem menor interação com esses elementos.
Por isso, identificar usuários mais suscetíveis exige uma análise que combine comportamento, contexto, exposição e nível de acesso, permitindo que a gestão do risco humano seja baseada em dados e na exposição real de cada colaborador.
Quais são os fatores que ajudam a identificar usuários suscetíveis?
A probabilidade de um colaborador ser alvo de um ataque cibernético não depende de um único aspecto, mas da combinação de diferentes fatores que influenciam sua exposição e seu comportamento no ambiente digital.
Entender esses elementos permite que as organizações deixem de tratar o risco humano de forma genérica e passem a identificar quais usuários realmente exigem maior atenção.
A seguir, estão alguns dos principais fatores que aumentam a suscetibilidade a ataques cibernéticos.
Frequência de interação com e-mails externos
Colaboradores que mantêm contato constante com clientes, fornecedores, parceiros ou outros públicos externos recebem um volume significativamente maior de mensagens vindas de domínios desconhecidos.
Quanto maior essa exposição, maior também a probabilidade de que tentativas de phishing, fraudes de identidade ou anexos maliciosos cheguem até sua caixa de entrada.
Além do volume, a rotina desses profissionais costuma exigir respostas rápidas e análises constantes de solicitações, o que pode reduzir o nível de atenção dedicado à verificação de remetentes, links e arquivos.
Por isso, áreas como comercial, compras, financeiro e atendimento frequentemente apresentam um nível de exposição superior ao restante da organização.
Uso de credenciais privilegiadas
Usuários com acesso a informações sensíveis, sistemas críticos ou privilégios administrativos representam alvos de alto valor para os cibercriminosos.
O comprometimento de uma única conta privilegiada pode permitir movimentação lateral na rede, acesso a dados estratégicos e até o controle de ativos essenciais para a operação da empresa.
Esse risco não significa que esses colaboradores sejam mais propensos a cometer erros, mas que o impacto de um eventual incidente envolvendo suas credenciais tende a ser muito maior.
Por isso, a gestão do risco deve considerar não apenas a probabilidade de um ataque, mas também as consequências que um acesso comprometido pode gerar para o negócio.
Trabalho remoto e dispositivos diversos
A adoção do trabalho remoto ampliou a flexibilidade das organizações, mas também expandiu a superfície de ataque.
Colaboradores passaram a acessar sistemas corporativos a partir de redes domésticas, dispositivos pessoais e ambientes que nem sempre oferecem os mesmos controles de segurança existentes dentro da empresa.
Essa diversidade de dispositivos e conexões dificulta a padronização das medidas de proteção e aumenta as oportunidades para exploração de vulnerabilidades.
Quando não existem políticas claras de acesso, autenticação e monitoramento, o risco humano passa a ser potencializado pelo próprio ambiente tecnológico utilizado pelo colaborador.
Falta de cultura de segurança
Quando a segurança da informação não faz parte da cultura organizacional, os colaboradores tendem a enxergar boas práticas como obrigações pontuais, em vez de incorporá-las naturalmente à rotina de trabalho.
Uma cultura sólida estimula a atenção constante, incentiva o reporte de incidentes sem receio de punições e reforça a responsabilidade compartilhada na proteção dos ativos da empresa.
Organizações que promovem esse ambiente conseguem reduzir significativamente a exposição ao risco humano ao longo do tempo.
Quais indicadores mostram quem está mais exposto?
É necessário acompanhar indicadores que revelem como os colaboradores se comportam diante de ameaças reais ou simuladas.
Os resultados de campanhas de phishing, por exemplo, fornecem informações valiosas sobre a capacidade de reconhecer tentativas de fraude.
Enquanto métricas como taxa de cliques em links maliciosos e envio de credenciais ajudam a medir o nível de suscetibilidade de diferentes usuários, equipes ou áreas da organização.
Esses dados permitem identificar padrões de risco e direcionar ações preventivas de forma muito mais eficiente.
Além das respostas às simulações, outros indicadores comportamentais são fundamentais para uma gestão contínua do risco humano.
O tempo que um colaborador leva para reportar uma ameaça, a frequência com que adota comportamentos inseguros e a evolução desses indicadores ao longo do tempo oferecem uma visão mais completa sobre sua exposição.
Com isso, ao invés de avaliar eventos isolados, a combinação dessas métricas permite compreender tendências, priorizar usuários que demandam maior atenção e acompanhar a efetividade das iniciativas de conscientização.
Dessa forma, a organização deixa de agir de forma reativa e passa a tomar decisões baseadas em dados concretos, fortalecendo sua estratégia de Human Risk Management.
Por que segmentar é mais eficiente do que treinar todos da mesma forma?
Treinar todos os colaboradores da mesma forma parte da premissa de que todos apresentam o mesmo nível de risco, o que raramente corresponde à realidade.
Ao segmentar usuários com base em perfis de risco, comportamento e nível de exposição, a organização consegue direcionar seus investimentos para onde eles geram maior impacto.
Essa abordagem permite desenvolver campanhas personalizadas, adaptadas às necessidades de cada grupo, aumentando a efetividade das ações de conscientização e promovendo mudanças comportamentais mais consistentes.
Como resultado, os recursos são utilizados de maneira mais estratégica, os esforços de segurança tornam-se mais eficientes e a redução do risco humano passa a ser sustentada por dados, e não por iniciativas genéricas.
Qual o papel do Human Risk Management (HRM)?
O Human Risk Management (HRM) representa uma evolução da conscientização tradicional em segurança da informação ao transformar o comportamento dos colaboradores em um elemento mensurável e gerenciável.
Em vez de concentrar esforços apenas na realização de treinamentos periódicos, o HRM utiliza inteligência baseada em dados para identificar padrões comportamentais, medir a exposição de cada usuário e acompanhar a evolução.
Com essa abordagem, as organizações passam a tomar decisões orientadas por risco, priorizando ações para os usuários, equipes e áreas que realmente demandam atenção, tornando os investimentos em segurança mais estratégicos.
Como a PhishX HRM identifica usuários mais suscetíveis?
Ai invés de avaliar apenas o desempenho em treinamentos, a plataforma utiliza simulações inteligentes de phishing para observar como cada colaborador reage a diferentes cenários de ameaça.
A partir dessas interações, são gerados indicadores individuais e por área, permitindo identificar padrões de comportamento, comparar níveis de exposição e compreender quais grupos apresentam maior risco para a organização.
Essas informações são classificação e os resultados são apresentados em dashboards executivos, oferecendo uma visão clara e estratégica do risco humano em toda a organização.
Além disso, a PhishX gera recomendações de ações personalizadas, permitindo que as equipes de Segurança da Informação priorizem treinamentos, campanhas e iniciativas de mitigação de acordo com o perfil de risco de cada colaborador.
Essas ações são importantes pois tornam a gestão do risco humano mais precisa, contínua e eficiente. Quer saber mais? Entre em contato com os nossos especialistas.






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