Como a maturidade em cibersegurança orienta a tomada de decisão do board?
- Aline Silva | PhishX

- há 2 dias
- 5 min de leitura
O aumento da sofisticação dos ataques, o crescimento dos riscos regulatórios e o impacto financeiro e reputacional dos incidentes transformaram a cibersegurança em uma pauta estratégica.
Com isso, falar de maturidade de segurança com o board deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade. Pois é nesse nível que se definem prioridades, investimentos e diretrizes que afetam diretamente a resiliência do negócio.
Afinal, a maturidade de segurança reflete o quão preparada a organização está para prevenir, detectar e responder a riscos cibernéticos de forma consistente e sustentável.
Quanto maior essa maturidade, menor a exposição a incidentes críticos e maior a capacidade de tomada de decisão baseada em dados.
Nesse contexto, o board desempenha um papel fundamental ao garantir governança, alinhar a segurança aos objetivos estratégicos e direcionar investimentos para iniciativas que realmente reduzam riscos e fortaleçam a cultura organizacional.
O que é maturidade de segurança e como ela deve ser entendida?
A maturidade de segurança nada mais é que o nível de capacidade que uma organização possui para proteger seus ativos, gerenciar riscos e responder a incidentes de forma estruturada, consistente e contínua.
É importante ressaltar que não se trata apenas de possuir ferramentas ou políticas, mas de como essas iniciativas estão integradas à estratégia do negócio e ao dia a dia da operação.
Ou seja, quanto maior for a maturidade, maior a previsibilidade, a eficiência e a redução de riscos relevantes para a organização.
Diferentemente de ações pontuais, a maturidade em segurança envolve evolução ao longo do tempo. Afinal, controles isolados, podem resolver problemas imediatos, mas não garantem sustentabilidade.
Para isso, é essencial um programa maduro, que estabelece processos claros, indicadores de desempenho, ciclos de melhoria contínua e alinhamento com os objetivos corporativos, permitindo que a segurança seja estratégica.
Outro ponto central é compreender que maturidade não está associada apenas ao nível tecnológico.
Isso porque, organizações com soluções avançadas podem apresentar baixa maturidade se não houver processos bem definidos ou se as pessoas não estiverem preparadas para agir corretamente diante de riscos.
A ausência de integração entre áreas, a falta de comunicação com a liderança e a inexistência de métricas claras são sinais comuns de um programa ainda imaturo.
Por isso, a maturidade de segurança se sustenta em três pilares fundamentais:
Pessoas;
Processos;
Tecnologia.
Pessoas conscientes e engajadas reduzem riscos comportamentais, processos bem estruturados garantem consistência e governança, já a tecnologia atua como habilitadora, apoiando a prevenção, a detecção e a resposta a incidentes.
O equilíbrio entre esses pilares é o que permite à organização evoluir de iniciativas isoladas para um programa de segurança realmente maduro e alinhado às necessidades do negócio.
Maturidade de segurança é um indicador estratégico?
Mais do que volumes de alertas, quantidade de ferramentas ou dados excessivamente técnicos, o que o board precisa enxergar é a capacidade da empresa de prevenir incidentes, responder de forma eficiente e reduzir impactos ao negócio.
Nesse contexto, a maturidade funciona como um termômetro que consolida diferentes aspectos da segurança em uma visão executiva e orientada a resultados.
Para que isso seja possível, é fundamental traduzir métricas técnicas em indicadores executivos, como:
Taxas de cliques em phishing;
Recorrência de incidentes;
Tempo de resposta;
Adesão a políticas;
Evolução do comportamento dos colaboradores.
Esses indicadores permitem que a liderança compreenda não apenas o que está acontecendo, mas o quanto a organização está evoluindo ou se tornando mais exposta ao longo do tempo.
Isso porque, existe uma relação direta entre maturidade de segurança, exposição a riscos e continuidade do negócio.
Por exemplo, organizações com maior maturidade tendem a sofrer menos incidentes críticos e, quando eles ocorrem, respondem de forma mais rápida e controlada, reduzindo impactos financeiros, operacionais e reputacionais.
Para o board, esse nível de visibilidade é essencial. Pois apoia decisões mais assertivas sobre investimentos, prioridades e estratégias, garantindo que a segurança da informação esteja alinhada à sustentabilidade e ao crescimento do negócio.
Quais ações práticas é preciso para implementar a maturidade de segurança?
Para que a segurança da informação se torne realmente estratégica, é necessário transformar diagnóstico, metas, indicadores e comportamento em ações coordenadas, capazes de reduzir riscos de forma mensurável e sustentável.
Ao adotar práticas claras e alinhadas ao negócio, as organizações conseguem evoluir sua maturidade, fortalecer a governança e demonstrar resultados concretos para a alta liderança e para o board. Veja a seguir como fazer isso.
Diagnóstico do nível de maturidade
O primeiro passo para evoluir a maturidade de segurança é compreender, objetivamente, onde a organização realmente se encontra.
Esse diagnóstico deve ir além de checklists de compliance e considerar aspectos como comportamento dos colaboradores, eficácia dos controles existentes, processos de resposta a incidentes e nível de visibilidade para a liderança.
Sem essa visão inicial, qualquer iniciativa tende a ser pontual e pouco conectada aos riscos reais do negócio.
Por isso, é essencial mapear o nível atual de maturidade, isso permite identificar lacunas, priorizar ações e estabelecer uma linha de base confiável.
A partir desse ponto, a organização consegue comparar sua evolução ao longo do tempo e direcionar esforços para os pontos que mais impactam a redução de riscos, evitando investimentos descoordenados ou baseados apenas em percepções.
Definição de metas claras e mensuráveis
Após o diagnóstico, é essencial transformar as lacunas identificadas em metas claras, realistas e mensuráveis.
Metas bem definidas ajudam a orientar as ações de segurança e a alinhar expectativas entre áreas técnicas, gestão e board.
Elas devem estar conectadas a riscos específicos, como redução de exposição a phishing, melhoria no tempo de resposta a incidentes ou aumento do nível de conscientização dos colaboradores.
Com isso, os resultados mensuráveis permitem acompanhar o progresso objetivamente e demonstrar resultados ao longo do tempo, sendo assim reconhecida como um elemento estratégico, capaz de gerar previsibilidade e apoiar a tomada de decisão executiva.
Criação de indicadores
A evolução da maturidade de segurança só pode ser comprovada por meio de indicadores consistentes e recorrentes.
Ou seja, indicadores pontuais ou analisados isoladamente não refletem tendências nem demonstram melhorias reais.
Por isso, é fundamental definir métricas que possam ser acompanhadas continuamente e comparadas ao longo do tempo, criando uma visão clara de evolução ou regressão. Esses indicadores devem ser simples, relevantes e alinhados ao negócio.
É importante ressaltar que as métricas devem traduzir a maturidade de segurança em dados compreensíveis para o board, fortalecendo a comunicação estratégica.
Engajamento dos colaboradores
Nenhuma iniciativa de maturidade em segurança se sustenta sem o engajamento dos colaboradores.
Isso porque o fator humano continua sendo um dos principais vetores de risco, tornando indispensável a criação de uma cultura de segurança que vá além de treinamentos pontuais.
Dessa forma, conscientizar, comunicar e reforçar boas práticas de forma contínua é essencial para reduzir riscos comportamentais.
Afinal, quando os colaboradores entendem seu papel na segurança da informação, atuam como parte ativa da estratégia, e não como um ponto de vulnerabilidade.
Com isso, o engajamento contínuo fortalece a maturidade organizacional, melhora os indicadores de segurança e gera impactos diretos na redução de incidentes, tornando a segurança um esforço coletivo alinhado aos objetivos do negócio.
A PhishX ajuda as organizações a medirem a maturidade
Em vez de ações isoladas, a plataforma promove um ciclo constante de aprendizado, reforço e avaliação, integrando:
Simulações de ataques;
Treinamentos educativos;
Campanhas recorrentes.
Esse modelo contínuo contribui diretamente para a mudança de comportamento dos colaboradores e para a redução consistente da exposição a riscos.
Além disso, a PhishX transforma dados operacionais em indicadores claros e acionáveis, facilitando o acompanhamento executivo e a comunicação com o board.
Métricas como evolução do comportamento, níveis de engajamento, recorrência de incidentes e redução de riscos são apresentadas de forma objetiva, permitindo demonstrar a maturidade de segurança ao longo do tempo.
Com essa visibilidade, a segurança deixa de ser apenas operacional e passa a apoiar decisões estratégicas, investimentos mais assertivos e uma governança alinhada aos objetivos da organização.
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