top of page

O que esperar da cibersegurança para 2026?

  • Foto do escritor: Aline Silva | PhishX
    Aline Silva | PhishX
  • 28 de dez. de 2025
  • 6 min de leitura

Falar sobre cibersegurança em 2026 é, antes de tudo, reconhecer que o cenário digital está em constante transformação e que as ameaças evoluem no mesmo ritmo ou até mais rápido do que as tecnologias de defesa. 


Isso acontece devido à aceleração da digitalização, a consolidação do trabalho híbrido e remoto, o uso crescente de inteligência artificial e a dependência de sistemas digitais.


Nesse contexto, olhar para o futuro da cibersegurança não é apenas uma reflexão estratégica, mas uma necessidade para organizações que desejam proteger seus ativos, manter a continuidade do negócio e preservar a confiança de clientes e parceiros.


Afinal, a cibersegurança tende a se consolidar como um dos principais temas na agenda dos líderes de tecnologia, segurança e negócios. 


O foco deixa de ser apenas a prevenção de incidentes isolados e passa a abranger resiliência operacional, maturidade organizacional e capacidade de resposta rápida. 


As organizações que não iniciarem hoje essa preparação correm o risco de enfrentar impactos financeiros, reputacionais e regulatórios cada vez mais severos nos próximos anos.


O que a evolução do cibercrime impacta na cibersegurança?


Uma das principais tendências de cibersegurança para 2026 é a sofisticação crescente do cibercrime. 


Ataques em massa, genéricos e pouco personalizados tendem a dar lugar a campanhas altamente direcionadas, planejadas com base em dados públicos, comportamentos digitais e informações vazadas. 


Isso porque, os cibercriminosos já utilizam inteligência artificial para criar mensagens mais convincentes, adaptar linguagens, explorar contextos corporativos específicos e automatizar ataques com maior escala e eficiência.


Esse cenário torna a detecção mais complexa, já que muitos ataques passam a se parecer com comunicações legítimas do dia a dia corporativo. 


Além disso, a engenharia social evolui, explorando não apenas falhas técnicas, mas principalmente decisões humanas tomadas sob pressão, excesso de confiança ou falta de contexto.

 

É preciso entender que instituições que continuarem apostando exclusivamente em controles técnicos, sem considerar o comportamento das pessoas, estarão cada vez mais expostas a riscos difíceis de mitigar.


O que esperar das novas tendências do ransomware em 2026?


O ransomware continuará sendo uma das ameaças mais críticas, mas com uma evolução significativa em seu modelo de atuação e nos impactos gerados para as organizações. 


Hoje, esse tipo de ataque já não se limita a “travar” sistemas e pedir resgate. A tendência é que os criminosos passem a usar múltiplas formas de pressão ao mesmo tempo, como:


  • Roubo de dados;

  • Ameaça de vazamento de informações;

  • Exposição pública da empresa. 


Isso faz com que o impacto do ataque vá muito além da área de TI, afetando diretamente a imagem da marca, a confiança de clientes e parceiros e até a relação com o mercado.


Com ataques cada vez mais planejados, o ransomware deixa de ser um problema isolado e passa a ser um risco real para a continuidade do negócio. 


Uma empresa atacada pode ter suas operações paralisadas, perder contratos importantes, sofrer sanções relacionadas à proteção de dados e enfrentar um desgaste reputacional difícil de reverter. 


Em muitos casos, mesmo após a recuperação dos sistemas, os efeitos do ataque continuam por meses, seja pela perda de credibilidade, seja pelo custo elevado para retomar a normalidade.


Diante desse cenário, prevenir ataques de ransomware passa, principalmente, pelas pessoas. 


Por isso, até 2026, as organizações mais preparadas serão aquelas que investirem em educação contínua, comunicação clara e no desenvolvimento de uma cultura de segurança, ajudando os colaboradores a reconhecerem riscos.


O fator humano como principal desafio e principal defesa da cibersegurança


Mesmo com avanços em tecnologia, o fator humano seguirá sendo o elemento mais explorado pelos atacantes até 2026. 


Pessoas lidam diariamente com um volume crescente de informações, sistemas, mensagens e decisões rápidas, criando um ambiente propício para erros, cliques impulsivos ou compartilhamento indevido de informações. 


Dessa forma, ignorar esse aspecto é um dos maiores equívocos das estratégias tradicionais de segurança. 


Por outro lado, organizações que compreendem o comportamento humano como parte da solução conseguem transformar colaboradores em uma linha de defesa ativa. 


Isso passa pela mudança de mentalidade, assim ao invés de culpar usuários por falhas, é necessário oferecer contexto, educação contínua e suporte para decisões mais seguras. 


A educação contínua em segurança continua sendo essencial


Os modelos tradicionais de treinamento anual ou campanhas pontuais tendem a se tornar obsoletos diante da velocidade das ameaças. Isso porque, esse tipo de abordagem não consegue de fato mudar comportamentos.


Portanto, o futuro da conscientização em cibersegurança está na educação contínua, com conteúdos recorrentes, objetivos e alinhados à realidade dos colaboradores. Somente com ênfase nessas ações é que as organizações terão resultados.


Mas como de fato introduzir a conscientização na rotina das pessoas e fazer com que elas enxerguem os riscos que vazamentos de dados podem trazer?


Investir em abordagens como microlearning, pílulas de conhecimento e comunicações contextualizadas ajudam a manter o tema presente no dia a dia, sem gerar sobrecarga ou desinteresse.


É preciso entender que adotar programas contínuos de conscientização, não apenas reduz incidentes, mas também cria uma cultura de segurança mais sólida e sustentável, onde as pessoas entendem seu papel na conscientização.


Além disso, a repetição, o contexto e a relevância dos conteúdos são fundamentais para promover mudanças reais de comportamento, indo além do simples cumprimento de requisitos de compliance.


Simulações e aprendizado prático como estratégia 


Além do conteúdo educativo, simulações de ataques continuarão sendo uma das estratégias mais eficazes para preparar colaboradores. 


Isso porque, simulações permitem que as pessoas vivenciem situações reais de risco em um ambiente controlado, aprendendo na prática como identificar ameaças e reagir corretamente. 


Esse tipo de abordagem contribui para aumentar a percepção de risco e reduzir a probabilidade de sucesso de ataques reais.


Assim, em 2026, simulações tendem a ser cada vez mais personalizadas, considerando perfil de risco, função, histórico de comportamento e contexto organizacional. Isso torna o aprendizado mais relevante e direcionado.


Outro ponto, é que essas ações conseguem gerar dados valiosos para análise e tomada de decisão. Fator decisivo nas campanhas e treinamentos de conscientização.


Inteligência artificial e automação na defesa cibernética


A inteligência artificial será um pilar fundamental da cibersegurança até 2026, isso não é uma novidade, afinal estamos vendo suas aplicações sendo usadas nos últimos anos para combater o cibercrime.


Mas no próximo ano, esperamos essas ações, especialmente no que diz respeito à detecção de ameaças, análise de padrões e resposta automatizada a incidentes. 

Com isso, as ferramentas baseadas em IA vão permitir identificar comportamentos anômalos com maior precisão e reduzir o tempo de resposta, um fator crítico para minimizar impactos.

No entanto, a eficácia dessas soluções depende diretamente da interação humana. Ou seja, ainda é necessário que as pessoas estejam por trás da tecnologia, somente assim será possível ter um resultado satisfatório.


Afinal, sistemas automatizados precisam ser alimentados com dados de qualidade, interpretados corretamente e integrados a processos bem definidos e somente as pessoas conseguem agir nesse processo.

Dessa forma, a combinação entre tecnologia e colaboradores conscientes será um dos principais diferenciais das organizações mais resilientes.


Cultura de reporte e seu papel essencial para a resposta rápida a incidentes

Até 2026, responder rapidamente a incidentes de segurança será tão importante quanto tentar evitá-los. 


Em um cenário de ameaças cada vez mais rápidas e difíceis de identificar, o tempo entre a suspeita e a ação faz toda a diferença. Por isso, criar uma cultura de reporte se torna fundamental.


É preciso garantir que colaboradores se sintam à vontade para avisar sobre e-mails e links suspeitos, comportamentos fora do padrão ou até erros cometidos no dia a dia, sem medo de punições ou julgamentos.


Quando as pessoas se sentem seguras para reportar, a organização ganha visibilidade sobre riscos reais antes que eles se transformem em incidentes graves. 


Afinal, muitas ameaças poderiam ser contidas logo no início se houvesse um canal claro e simples para comunicação. Além disso, o reporte frequente ajuda os times de segurança a entenderem melhor os padrões de ataque, ajustar controles e priorizar ações.


Cada vez mais empresas que incentivam essa prática constroem um ambiente de confiança, colaboração e aprendizado contínuo. 


A cultura de reporte reduz o tempo de detecção, minimiza impactos e fortalece a capacidade de resposta frente a ataques cada vez mais sofisticados. 


Cibersegurança como parte da estratégia de negócio


Em um ambiente cada vez mais digital, proteger informações, sistemas e pessoas passa a ser essencial para garantir a continuidade das operações e a confiança do mercado.


Assim, a segurança se torna um fator direto de sustentação do negócio, influenciando desde a experiência do cliente até a capacidade de crescimento da empresa. Nesse contexto, o foco da cibersegurança vai além da proteção de sistemas. 


Trata-se de reduzir riscos que podem impactar receitas, paralisar operações, comprometer dados sensíveis e afetar a reputação da marca. 


Isso porque, um incidente de segurança hoje pode gerar efeitos financeiros e institucionais duradouros, tornando a prevenção e a preparação parte do planejamento estratégico, e não somente uma resposta a crises.


Para que essa integração aconteça de forma efetiva, líderes de tecnologia e segurança precisam traduzir riscos cibernéticos em impactos claros para o negócio. 


É nesse ponto que a PhishX atua, apoiando as organizações a compreenderem como o comportamento das pessoas influencia diretamente o nível de risco e como esse fator pode ser gerenciado de forma estratégica.


Por meio de educação contínua, simulações e métricas comportamentais, a PhishX ajuda empresas a transformar a cibersegurança em um processo estruturado e orientado por dados, facilitando a tomada de decisão da liderança e fortalecendo a segurança.


Quer saber como? Entre em contato com os nossos especialistas e saiba mais.


A imagem retrata três profissionais em um ambiente corporativo moderno, posicionados de forma confiante e alinhada, transmitindo colaboração e maturidade organizacional. A pessoa ao centro está em primeiro plano, com os braços cruzados e expressão segura, enquanto as outras duas aparecem logo atrás, reforçando a ideia de trabalho em equipe, diversidade de perfis e atuação conjunta.
O que esperar da cibersegurança para 2026



 
 
 

Comentários


bottom of page