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Compartilhar arquivos sem critério pode colocar sua empresa em risco?

  • Foto do escritor: Aline Silva | PhishX
    Aline Silva | PhishX
  • há 41 minutos
  • 6 min de leitura

Compartilhar arquivos é uma prática vivida pelas pessoas empresas afora, sejam documentos, planilhas financeiras, relatórios internos ou até mesmo informações sensíveis.


No entanto, esse compartilhamento é muito perigoso, afinal essas informações sigilosas acabam circulando diariamente entre colaboradores, parceiros e fornecedores.


Isso faz com que o ato de compartilhar seja tratado como algo automático, sem a devida reflexão sobre critérios, permissões e riscos envolvidos. É nesse ponto que a agilidade, sem controles passa a representar um risco real para o negócio. 


Afinal, o compartilhamento indiscriminado de arquivos pode abrir portas para vazamentos de dados, exposição de informações estratégicas e até para ataques cibernéticos que exploram falhas humanas e comportamentais. 


Quais os principais riscos em compartilhar arquivos inadequadamente?


Quando documentos que contêm dados sensíveis ou informações estratégicas são enviados sem critérios claros de acesso, armazenamento ou prazo de validade, o risco de vazamento aumenta significativamente.


Informações financeiras, dados pessoais de clientes e colaboradores, contratos e planos estratégicos, quando expostos, podem gerar impactos diretos no negócio, desde perdas financeiras até danos irreversíveis à reputação da empresa.


Além disso, práticas inseguras de compartilhamento criam um ambiente propício para ataques de phishing e a disseminação de malware. 


Links e arquivos maliciosos muitas vezes se disfarçam como documentos legítimos, explorando a confiança entre equipes e a rotina acelerada de trabalho. 


Um único clique em um arquivo comprometido pode resultar no sequestro de dados, na interrupção de operações ou no comprometimento de toda a rede corporativa, ampliando o alcance e a gravidade do incidente.


Outro risco crítico está relacionado à perda de conformidade com leis e normas de segurança e privacidade, como a LGPD e padrões internacionais como a ISO. 


O compartilhamento sem controle dificulta a rastreabilidade das informações, o gerenciamento de acessos e a comprovação de boas práticas exigidas por órgãos reguladores e auditorias. 


Nesse contexto, além de sanções legais e multas, a empresa pode enfrentar restrições operacionais e perda de confiança por parte de clientes, parceiros e do próprio mercado.


Por que o fator humano é um grande problema ao compartilhar arquivos?


No dia a dia corporativo, é comum que colaboradores priorizem a rapidez e a conveniência, enviando documentos por canais não autorizados, reutilizando links de acesso sem restrições ou compartilhando arquivos com mais pessoas.


Esses comportamentos, muitas vezes vistos como inofensivos, ampliam significativamente a superfície de ataque e reduzem a capacidade da empresa de controlar quem acessa informações críticas.


Grande parte desse risco está associada à falta de percepção sobre o real valor da informação. 


Nem sempre colaboradores conseguem identificar quais dados são sensíveis, estratégicos ou protegidos por leis e normas, tratando conteúdos críticos como arquivos comuns. 


Essa desconexão entre o valor da informação e como ela é compartilhada enfraquece as políticas de segurança e cria brechas que podem ser exploradas por agentes maliciosos, tanto interna quanto externamente.


Somado a isso, a falsa sensação de segurança em ambientes digitais contribui para decisões equivocadas. 


Além disso, a confiança excessiva em ferramentas conhecidas, em contatos internos ou em plataformas amplamente utilizadas leva muitos profissionais a acreditarem que o risco é baixo ou inexistente. 


No entanto, sem critérios claros, controles adequados e uma cultura de segurança bem estabelecida, o ambiente digital deixa de ser um facilitador e passa a ser um vetor de exposição para a organização.


Como implementar boas práticas para um compartilhamento seguro?


Em um cenário onde informações circulam rapidamente entre pessoas, áreas e parceiros, adotar boas práticas como políticas claras, classificação da informação, controle de acesso e o uso de ferramentas seguras é fundamental.


Afinal, essas ações ajudam a reduzir riscos, fortalecer a governança e criar uma cultura de segurança consistente, capaz de equilibrar agilidade operacional e proteção dos dados corporativos.


Definição de políticas e critérios claros


As organizações precisam estabelecer diretrizes objetivas sobre quais tipos de informações podem ser compartilhados, por quais canais, com quais níveis de permissão e em quais situações. 


Essas políticas devem ser simples, acessíveis e compatíveis com a dinâmica de trabalho, evitando ambiguidades que levem a interpretações equivocadas.


Além disso, políticas eficazes não podem existir apenas no papel. Elas devem ser comunicadas de forma contínua, reforçadas por treinamentos e incorporadas aos processos do dia a dia. 


Quando os colaboradores entendem os critérios e o motivo por trás das regras, a adesão tende a ser maior e o risco de compartilhamentos inadequados diminui de forma consistente.


Classificação da informação


Ao categorizar dados como públicos, internos, confidenciais ou restritos, a empresa cria um padrão claro que orienta decisões sobre compartilhamento, armazenamento e acesso. 


Sem essa classificação, informações críticas acabam sendo tratadas como arquivos comuns, aumentando o risco de exposição. Esse processo também facilita a aplicação de controles técnicos e administrativos. 


Com a informação devidamente classificada, é possível definir automaticamente quem pode acessar determinados conteúdos, por quanto tempo e sob quais condições. 


Isso torna o compartilhamento mais seguro e reduz a dependência de decisões individuais baseadas apenas no julgamento do colaborador. O que traz mais segurança para as organizações e pessoas.


Controle de acesso e rastreabilidade


Garantir que apenas pessoas autorizadas possam visualizar, editar ou compartilhar arquivos reduz drasticamente o risco de vazamentos e usos indevidos. 


Para que isso aconteça, é essencial implementar o princípio do menor privilégio e o acesso sob demanda, essas ações ajudam a limitar a exposição da informação ao estritamente necessário para a execução das atividades.


Além disso, a rastreabilidade complementa esse controle ao permitir que a empresa saiba quem acessou, alterou ou compartilhou um arquivo e em que momento isso ocorreu. 


Essa visibilidade é fundamental tanto para a prevenção quanto para a resposta a incidentes, além de ser um requisito importante para auditorias e conformidade com normas e legislações.


Uso de ferramentas seguras e aprovadas pela empresa


Plataformas que oferecem criptografia, gestão de permissões, registro de atividades e integração com políticas de segurança permitem um controle mais efetivo sobre a circulação da informação. 


Isso porque, o uso de soluções não autorizadas, dificulta a governança e amplia pontos cegos para a área de segurança.


Dessa forma, para que essas ferramentas sejam adotadas de forma consistente, elas precisam ser funcionais, intuitivas e alinhadas às necessidades dos usuários. 


Quando a empresa oferece soluções seguras que não comprometem a produtividade, o colaborador tende a utilizá-las corretamente, reduzindo a busca por alternativas inseguras e fortalecendo a postura de segurança da organização.


Qual o papel da conscientização e da cultura de segurança?


A conscientização e a construção de uma cultura de segurança têm papel central na redução dos riscos relacionados ao compartilhamento de arquivos e ao uso da informação nas empresas. 


Isso porque, tecnologias e políticas, por si só, não são suficientes se os colaboradores não compreendem seu papel na proteção dos dados. 


Dessa forma, quando a segurança é entendida como uma responsabilidade coletiva, as decisões do dia a dia passam a ser mais criteriosas, reduzindo comportamentos que colocam a organização em risco.


O treinamento contínuo dos colaboradores é um dos principais pilares dessa cultura, afinal é por meio dessas ações que as pessoas são conscientizadas sobre os riscos de compartilhar documentos.


Além disso, atualizações constantes sobre ameaças, boas práticas e cenários reais ajuda a manter o tema vivo e relevante, especialmente em um contexto de ataques cada vez mais sofisticados. 


Paralelamente, a comunicação clara e recorrente sobre riscos permite reforçar mensagens-chave, corrigir percepções equivocadas e orientar comportamentos, evitando que a segurança seja lembrada apenas após um incidente.


Para que esse processo seja eficaz, a segurança precisa fazer parte da rotina, e não ser tratada como uma exceção ou um obstáculo operacional. 


Quando práticas seguras estão integradas aos fluxos de trabalho, às ferramentas utilizadas e às decisões cotidianas, elas deixam de ser vistas como burocracia e passam a ser um hábito. 


Esse amadurecimento cultural fortalece a postura de segurança da empresa e contribui diretamente para a proteção dos ativos mais valiosos do negócio, o qual são as informações.


A PhishX ajudar pessoas no compartilhamento de arquivos seguro


A PhishX ajuda as organizações a compreenderem como as decisões do dia a dia dos colaboradores impactam diretamente a exposição a ameaças, fortalecendo a percepção de risco e a responsabilidade individual no uso da informação.


Por meio de programas contínuos de conscientização, treinamentos práticos e campanhas educativas, nosso ecossistema contribui para o desenvolvimento de comportamentos mais seguros e consistentes. 


As ações são pensadas para refletir situações reais vivenciadas pelos colaboradores, abordando temas como:


  • Compartilhamento de arquivos;

  • Identificação de riscos;

  • Engenharia social;

  • Uso seguro de ferramentas digitais.

 

Tudo de forma clara, acessível e alinhada à rotina de trabalho. Além disso, a PhishX oferece visibilidade e métricas que permitem às empresas acompanhar a evolução da maturidade de segurança ao longo do tempo. 


Esse acompanhamento possibilita ajustes estratégicos, reforço de mensagens-chave e tomada de decisão baseada em dados, transformando a conscientização em um processo contínuo e mensurável. 


Dessa forma, a PhishX ajuda a consolidar a segurança como parte da cultura organizacional e não apenas como uma iniciativa pontual. Quer saber como? Entre em contato com os nossos especialistas e saiba mais.


Pessoa sentada em um ambiente de escritório, utilizando um computador. A imagem mostra um colaborador concentrado diante da tela, em um contexto corporativo moderno. Ao fundo, há elementos de um escritório desfocados.
Cuidado ao compartilhar arquivos sem critério, isso pode colocar sua empresa em risco


 
 
 

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