Treinar contra phishing resolve o problema ou só cria uma falsa sensação de segurança?
- Aline Silva | PhishX

- há 3 dias
- 5 min de leitura
Em muitas organizações, a redução das taxas de clique em campanhas de phishing é interpretada como sinal de maturidade em segurança.
Mas, essa visão cria uma falsa sensação de controle ao transformar o phishing no principal e às vezes único indicador de risco humano.
É preciso entender que a conscientização baseada em testes pontuais e em uma lógica de acerto ou erro, ignora o contexto real de trabalho das pessoas e os processos frágeis que influenciam diretamente o comportamento.
Com isso, segurança deixa de ser uma competência construída ao longo do tempo e passa a ser tratada apenas como um número em relatório. O problema é que os incidentes mais relevantes raramente começam ou terminam em um e-mail.
Golpes via WhatsApp, engenharia social por telefone, abuso de confiança entre áreas e exploração de falhas operacionais fazem parte da realidade das organizações.
Mesmo com bons resultados em simulações de phishing, o risco continua presente quando a estratégia não evolui para uma visão mais ampla do fator humano, por isso, focar apenas no phishing não reduz o risco real, apenas oculta vulnerabilidades.
Por que focar apenas em phishing não resolve o problema?
Pessoas não tomam decisões no vazio, elas reagem a estímulos, pressões e regras. Sem considerar esses fatores, qualquer iniciativa de segurança tende a atacar apenas os sintomas, não as causas reais do risco.
Isso porque, colaboradores não falham sozinhos, isso se deve muito ao fato de ter:
Ambientes com processos confusos;
Excesso de urgência;
Múltiplos canais de comunicação;
Falta de orientação clara.
Todas essas ações criam as condições ideais para erros exploráveis por atacantes e quando o processo incentiva atalhos ou não define claramente como agir diante de situações suspeitas, o comportamento inseguro se torna consequência.
Outro ponto crítico é como a segurança é comunicada, muitas vezes, as mensagens são genéricas, técnicas ou desconectadas da realidade do negócio.
Com isso, sem entender o impacto prático de um risco, seja ele financeiro, operacional ou reputacional, o colaborador tende a enxergar a segurança como algo distante, burocrático e sem relação direta com suas atividades.
Esse cenário resulta em um baixo entendimento de risco no dia a dia operacional, dessa forma, apessoas até conhecem regras, mas não sabem aplicá-las em situações reais, fora do script.
Por isso, reconhecer riscos, questionar pedidos atípicos e interromper fluxos inseguros exige mais do que informação, exige maturidade. E maturidade em segurança só se constrói quando comportamento, contexto e processos evoluem juntos.
O que realmente funciona além do phishing para reduzir riscos humanos?
Reduzir riscos humanos exige uma mudança de abordagem, sair de campanhas pontuais e avançar para um processo contínuo de conscientização. Isso porque a exposição ao risco não acontece em datas específicas, e o aprendizado também não deveria acontecer.
Programas eficazes tratam a segurança como uma prática recorrente, integrada à rotina das pessoas, reforçando comportamentos ao longo do tempo e acompanhando a evolução do ambiente, das ameaças e do próprio negócio.
Outro fator decisivo é a educação baseada em cenários reais e multicanais. Ataques não se limitam ao e-mail, e a preparação dos colaboradores também não pode se limitar a ele.
Sendo assim, conteúdos que exploram WhatsApp, SMS, ligações telefônicas e situações cotidianas tornam o aprendizado mais próximo da realidade operacional, pois quando as pessoas reconhecem o contexto, a resposta passa a ser consciente.
Por fim, é essencial integrar tecnologia, processos e pessoas, sustentando essa estratégia com métricas que indiquem maturidade e não apenas cliques.
Afinal, indicadores como tempo de resposta, capacidade de reporte, recorrência de comportamentos inseguros e evolução por área oferecem uma visão mais fiel do risco humano.
Dessa forma, medir maturidade permite decisões melhores, priorização correta e, principalmente, redução real da exposição da organização.
Como estruturar uma estratégia eficaz além do phishing?
Construir uma estratégia eficaz de redução de risco humano exige abandonar a visão limitada de campanhas isoladas e adotar um modelo estruturado, contínuo e orientado à maturidade.
Ir além do phishing significa compreender que o risco está distribuído em comportamentos, processos e decisões diárias, influenciadas por contexto, pressão e cultura organizacional. A estratégia precisa refletir essa complexidade, conectando segurança à realidade.
Avaliação de maturidade e exposição humana ao risco
O primeiro passo é entender onde a organização realmente está. Avaliar maturidade em segurança vai além de verificar se existem treinamentos ou políticas formais.
Envolve medir comportamentos, respostas a incidentes simulados, aderência a processos e exposição em diferentes canais. Sem esse diagnóstico, qualquer iniciativa corre o risco de atacar problemas que não são prioritários.
Dessa forma, mapear a exposição humana ao risco permite identificar áreas, perfis e situações mais vulneráveis, orientando decisões estratégicas.
Essa visão baseada em risco substitui suposições por evidências e ajuda a direcionar esforços para onde o impacto potencial é maior, aumentando a efetividade do programa.
Segmentação de públicos e personalização do conteúdo
Nem todos os colaboradores enfrentam os mesmos riscos, nem tomam decisões sob as mesmas condições.
Uma estratégia eficaz reconhece essas diferenças e segmenta públicos de acordo com função, nível de acesso, contexto operacional e exposição a ameaças específicas.
Por isso, tratar todos da mesma forma dilui a mensagem e reduz o impacto da conscientização.
É preciso entender que a personalização do conteúdo torna a comunicação mais relevante e aplicável, pois quando exemplos, cenários e orientações refletem a realidade do público, a segurança deixa de ser abstrata e começa a fazer sentido no dia a dia.
Essas ações são essenciais, em qualquer plano de conscientização, pois isso aumenta o engajamento e fortalece comportamentos mais seguros de forma consistente.
Evolução do programa de awareness ao longo do tempo
Saiba que programas de conscientização não podem ser estáticos. À medida que a organização cresce, digitaliza processos e adota novos canais, o risco humano também muda.
Portanto, uma estratégia eficaz prevê ciclos de evolução, revisando conteúdos, cenários e abordagens conforme o nível de maturidade aumenta e novas ameaças surgem.
Essa evolução contínua evita a fadiga do usuário e mantém a segurança relevante, assim, ao invés de repetir mensagens básicas, o programa aprofunda temas, introduz novos riscos e estimula decisões mais críticas.
Isso tudo é importante, por acompanhar a transformação do negócio e fortalecer a cultura de segurança ao longo do tempo.
Envolvimento da liderança e governança
Sem o envolvimento da liderança, a estratégia de conscientização tende a ser percebida como uma iniciativa isolada da área de segurança.
Por isso é essencial a participação do C-level, afinal, quando líderes participam, reforçam mensagens e assumem responsabilidades a segurança ganha legitimidade fazendo parte das prioridades organizacionais.
Isso porque, a governança garante que a estratégia seja sustentável, mensurável e alinhada aos objetivos do negócio.
Portanto, definir papéis, responsabilidades, indicadores e processos de tomada de decisão permite que a redução do risco humano deixe de depender de ações pontuais e se torne um compromisso institucional.
Como a PhishX ajuda as organizações a irem além do phishing?
A PhishX ajuda as organizações a irem além do phishing, ao tratar o colaborador como o elo estratégico, a abordagem parte do entendimento de comportamentos, contextos e processos que influenciam decisões no dia a dia.
Isso permite enxergar onde o risco realmente se forma e atuar de maneira estratégica, conectando conscientização, cultura e maturidade em segurança.
Por meio de simulações, a PhishX expõe as organizações a cenários que refletem ameaças reais enfrentadas no ambiente corporativo.
Essas simulações são combinadas com conteúdo educativo contextualizado à realidade de cada empresa, tornando o aprendizado mais relevante e aplicável e demonstrando que as campanhas devem ir além do phishing.
O resultado é uma conscientização prática, que prepara as pessoas para reconhecer riscos em situações concretas, e não apenas em testes previsíveis.
Além disso, a PhishX oferece métricas claras e acionáveis que vão além de taxas de clique, apoiando decisões do board com uma visão real da maturidade em segurança.
Indicadores de comportamento, resposta e evolução ao longo do tempo permitem acompanhar a redução da exposição ao risco humano de forma contínua.
Com isso, as organizações deixam de reagir a incidentes isolados e passam a evoluir sua estratégia de segurança de maneira estruturada e sustentável. Quer saber como? Entre em contato com os nossos especialistas e saiba mais.






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